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 FLUMINENSE

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Este Blog é escrito por Richard Szames, estudante de jornalismo, repórter online do Jornal dos Sports e completo apaixonado por futebol. Aqui, o leitor encontra um canal de discussão e interatividade sobre os bastidores do clube, com notícias inéditas e a opinião de quem vive o dia-a-dia do Tricolor das Laranjeiras. Notícias de qualidade e temas dignos de um pioneiro clube com a tradição e expressão do Fluminense são abordados nesse espaço, com a responsabilidade de corresponder aos anseios do torcedor tricolor. Jornalismo com respeito, acima de tudo, pela paixão única que o Pó-de-Arroz desperta. Saudações Tricolores.


Enviado em: 22/04/2009 - 17:37
COMO UMA FINAL DE CAMPEONATO

Não se pode admitir outra maneira de encarar a partida desta quarta, contra o Águia de Marabá, que não seja como uma final de campeonato, da importância que for. Mais do que um simples jogo de volta que vale vaga nas oitavas da Copa do Brasil, a ‘’batalha’’ contra os paraenses vale a salvação da temporada, pelo menos, do primeiro semestre.

Mesmo com os desfalques de Thiago Neves, Conca, Diguinho e dos Leandros (Bonfim e Amaral), o Fluminense tem a obrigação de passar à próxima fase. Não digo por desmerecimento ao ‘’arrumado’’ time do Águia, mas sim pela tradição tricolor e pelo investimento na formação de um dos elencos mais bem pagos do país. O caminho mais curto para a Libertadores deve ter a sua importância reconhecida.

O cenário tricolor poderia ser ainda pior, pois ter que vencer por apenas um a zero é uma verdadeira glória diante do que foi apresentado pelo desarrumado time de Parreira em Belém. O primeiro tempo do jogo de ida poderia ter castigado muito mais o Flu. A equipe do Águia simplesmente abdicou de atacar mais e ampliar a vantagem de gols sobre um Fluminense completamente vulnerável. O respeito do time pequeno para com o grande falou mais alto.

A torcida tricolor espera ver nesta noite um time ao menos competitivo, que jogue e não faça força para jogar. Mesmo com o pedido de paciência aos torcedores feito por Parreira durante a semana, é inevitável que a eliminação cause uma tragédia nas Laranjeiras. O clima de cobrança e a pressão, não só por parte dos torcedores, como também da diretoria, aumentarão sobre os atletas, deixando o ‘’esboço’’ de planejamento existente de lado. Ninguém quer ver medidas emergenciais para se apagar um novo incêndio, mas sim organização e filosofia que não façam o clube correr os riscos que se apresentam.

No plano tático e prático, espera-se uma equipe que substitua a falta de preparo físico das partidas pela garra mostrada nos minutos finais do jogo de ida. Espera-se uma dupla de zaga que não se atire ao ataque e apresente consistência nas jogadas aéreas, assim como laterais que apoiem tanto pela linha de fundo quanto pelo meio. Apoiadores que distribuam o jogo e municiem a dupla de frente. O tricolor quer ver o time impor um ritmo de jogo intenso desde o apito inicial, pressionando na marcação, com rapidez e inteligência no toque de bola. Tudo isso, claro, com pelo menos um pouco de controle mental, que faltou em Belém.

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Enviado em: 13/04/2009 - 23:34
MOMENTO DE REFLEXÃO

Após a eliminação no Campeonato Carioca o tom nas Laranjeiras não deve ser apenas crítico, mas sim reflexivo. Resultados negativos afligem todas as equipes do futebol mundial e com o Fluminense não seria diferente. O caminho mais correto é avaliar o rendimento apresentado pela equipe no início de ano, tanto individual quanto coletivamente. Dentro disso tudo pesa-se o trabalho da comissão técnica e, claro, da diretoria tricolor.

Vamos por partes. Não faltou postura, atitude e muito menos vontade de vencer durante o Carioca, mas sim organização tática. O sistema defensivo tricolor não lembra nem um pouco aquele dos bons tempos de Copa do Brasil e Libertadores, que já recebia críticas, bem verdade. Luiz Alberto e Edcarlos não atravessam boa fase técnica e estão longe do entrosamento desejado. Porém, cabe a pergunta. Qual zaga resiste sem uma proteção bem executada, tanto nas laterais, quanto no meio-de-campo e ataque? Essa é a questão principal.

As trocas de volantes se justificam, pois Parreira precisava realmente observá-los, mas com Thiago Neves e Conca na armação de jogadas, o setor fica extremamente vulnerável defensivamente. Ambos não ajudam ativamente na marcação (em parte por não possuírem essa característica), e apenas ‘’cercam’’ os adversários. Sendo assim, o Flu, com a bola, ganha dois meias criativos, mas sem ela um buraco no meio-de-campo, recaindo a responsabilidade sobre os volantes, que, além de realizarem a cobertura dos laterais e a proteção à zaga, ainda buscam se multiplicar pelos apoiadores. Resultado: time sobrecarregado e espaços para o adversário.

Se os laterais titulares, Mariano e Leandro, falham na marcação, o peso recai sobre Jaílton, Wellington Monteiro, Fabinho, Maurício, Romeu ou Diguinho. Além do mais, salve o último citado, nenhum possui característica ofensiva para fazer a ligação da defesa com o meio e o ataque. As duas opções viáveis do elenco são Diguinho e Leandro Bonfim, que, em recuperação, não jogaram a semifinal. Voltando aos laterais, principais alvos das críticas dos torcedores, se não atacam (jogadas de linha de fundo e meio-de-campo, cruzamentos bem preparados e triangulações com os meias e atacantes), acabam por sobrecarregar Conca e Thiago Neves na criação e desgastá-los ainda mais na deficiente marcação.

A dupla de ataque, por sua vez, não merece críticas. Everton Santos e Fred, ou Maicon, Alan e Tartá, quando jogam, cumprem as suas funções corretamente. Só não cumprem melhor, pois, por todos os problemas citados acima, não são municiados da melhor maneira pelos meias e laterais tricolores. Resta ao torcedor tricolor acreditar em dias melhores. Parreira tem apenas um mês no comando da equipe e, seguindo a linha do coordenador de futebol Alexandre Faria, prometeu mudanças, de nomes e organização. Ainda está em tempo e a temporada pode ser salva.

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