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lcascao@jsports.com.br   
 VASCO

 PERFIL

Não é algo simples cobrir o cotidiano do clube da Colina. Além de seus mais de cem anos de história, o Vasco desempenha até hoje um papel fundamental no futebol brasileiro, não só pelas suas inúmeras conquistas dentro de campo, mas também fora deles. Único dos quatro grandes clubes cariocas localizado fora da Zona Sul, seu começo foi marcado pelo apoio das classes menos favorecidas e a inserção de negros nos gramados. A tradição cruzmaltina e seu tributo à história do futebol brasileiro são apenas alguns dos estímulos de Édson Lira e Sylvio Netto , repórteres do Jornal dos Sports que fazem o cotidiano do Vasco.


Enviado em: 14/01/2009 - 15:57
Carlos Alberto: além do bem e do mal...
 
Úrsula Nery

Carlos Alberto, ao lado de Roberto Dinamite

Quando o filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzche escreveu o livro "Além do bem e do mal", no fim do século XIX, provavelmente ele não estava pensando no Vasco, muito menos em Carlos Alberto. Entretanto, seu trabalho cai como uma luva para desconstruir as críticas feitas à contratação do apoiador. Ao alfinetar a definição de bem e de mal, o filósofo tenta induzir o leitor a um conceito no qual essas distinções não existem, usando uma outra perspectiva para analisar as questões que aborda. Quanto à chegada desse jogador, devemos fazer o mesmo. Nem "bad boy", nem "mocinho"; a verdadeira pergunta que devemos fazer é: Carlos Alberto será bom para o time do Vasco?
A resposta, sem sombra de dúvida, é sim, e isso reúne um sem-fim de fatores. A presença dele em São Januário serve como âncora para a vinda de jogadores de qualidade, que passam a ver o Vasco com mais respeito. Além disso, uma coisa ninguém pode negar: Carlos Alberto tem futebol, e de sobra.
Campeão da Liga dos Campeões, do Mundial Interclubes (ambos pelo Porto), do Campeonato Brasileiro (pelo Corinthians) e da Copa do Brasil (pelo Fluminense), ele se mostrou um jogador de exímia qualidade em todos os clubes que já passou. Os adeptos do maniqueísmo colocam o meio-campista no campo dos "bad boys", dos responsáveis por "desvirtuar" equipes inteiras, chegando a dar o Botafogo como exemplo.
O problema é que, se os alvinegros não foram bem em 2008, teriam ido pior ainda se Carlos Alberto não estivesse por lá. Apesar das inúmeras suspensões, ele valeu cada centavo investido em sua contratação quando esteve em campo, fez gols importantes. Claro, ainda falta o brilho dos tempos de Porto, mas o bom futebol ainda está lá, só falta cativá-lo. E, se Dorival Júnior conseguir isso, os rivais que se cuidem, pois o Vasco vai dar muito trabalho...

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Enviado em: 19/09/2008 - 21:36
Já vi esse filme!

Luiz Maurício Monteiro - lmmonteiro@jsports.com.br

Durou pouco a "aventura" de Tita no comando do Vasco da Gama! Nove
jogos para ser mais preciso. Agora, a missão (muito difícil) de reerguer o
Gigante da Colina no Campeonato Brasileiro caiu no colo de Renato Gaúcho.
Não será fácil concretizar tal feito, pois, como disse o próprio Tita em
um de seus poucos atos de lucidez enquanto técnico do clube, alguns
jogadores não possuem a menor condição de vestir da camisa do Vasco.

Porém, como muita gente já sabe, Renato possui como uma de suas maiores
qualidades, incentivar o elenco. Um verdadeiro motivador. E, ao que tudo
indica, é disso o que o grupo vascaíno precisa. Porque leite de pedra dali
ninguém tira. Ou seja, ele tem tudo para sair ileso dessa incômoda
situação. Até porque algumas peças importantes estarão a sua disposição,
como os experientes zagueiros Fernando e Odvan, os meias Madson e
Pedrinho, além dos atacantes Leandro Amaral e Edmundo.

Em 2005 a missão era a mesma: livrar o time do rebaixamento. Porém,
naquele ano, o prazo era de 32 rodadas. Agora restam apenas 13 jogos. A
massa cruzmaltina conta com Renato Gaúcho. Nada mais, nada menos, que o
quinto treinador na temporada.

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Enviado em: 14/08/2008 - 02:10
UM EX-RUBRO-NEGRO NA COLINA
 
Fabrício Costa/GLOBOESPORTE.COM

Seria o ex-rubro-negro Fernando a solução para os problemas defensivos do Vasco?

Luiz Maurício Monteiro - LMMONTEIRO@JSPORTS.COM.BR


Assim como já havia sido prometido pela atual diretoria vascaína, o primeiro reforço da Era Dinamite teria que ser de impacto. E, de fato, foi. A aquisição do zagueiro Fernando, ex-Flamengo, certamente pegou muito torcedor cruzmaltino de surpresa. Não apenas pela rivalidade entre os dois clubes mas, principalmente, pela declaração que o jogador deu em sua mais recente passagem pela Gávea.

Na época, Fernandão, como gostavam de chamar os torcedores rubro-negros, disse que jamais, por dinheiro algum, vestiria a camisa do Vasco. Com três títulos conquistados pelo Fla sobre o Vasco - inclusive a Copa do Brasil de 2006 - Fernando agora terá que defender com unhas e dentes o manto cruzmaltino, caso não queira adquirir alguns milhares de inimigos.
A prova de que a hostilidade existirá foi o comportamento da torcida na vitória sobre o Palmeiras, pela estréia na Copa Sul-Americana, no último dia 13. No intervalo do jogo, a torcida, antes mesmo da apresentação do atleta, já lhe dirigia palavras ofensivas. Se nos tempos de Flamengo, clube que o revelou, Fernando já não era unanimidade, que dirá agora no arqui-rival, onde já chega encoberto por uma nuvem de desconfiança.
Porém, com o atual momento desesperador no qual se encontra o sistema defensivo do Vasco, a chegada de Fernando até que poderia ser um bom negócio. O jeito é esperar para ver!

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Enviado em: 07/08/2008 - 23:53
NOVO ALMIRANTE PARA UMA NAU FORA DE ROTA

Luiz Maurício Monteiro - LMMONTEIRO@JSPORTS.COM.BR

A vitoriosa trajetória do professor Antônio Lopes parece ter apresentado seu último capítulo na derrota por 2 a 0 para o Coritiba, na última quarta-feira, em São Januário, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ao todo foram 600 jogos no comando do time cruzmaltino e vários títulos conquistados, inclusive, o mais importante deles: a Taça Libertadores de 1998. Aos 67 anos, Antônio Lopes sai de cabeça erguida da Colina, porém, uma volta seria muito improvável devido ao atual momento pelo qual passa o clube. Para o seu lugar, Milton Queiroz da Paixão, o Tita, 50 anos, foi contratado. Clubes de expressão, ele ainda não comandou. O último foi o Macaé Esporte até a Copa Rio 2008. Com um elenco limitado nas mãos - principalmente no setor defensivo - Tita vai precisar quebrar a cabeça para encontrar o tão sonhado equilíbrio entre defesa e ataque que nenhum dos três treinadores anteriores (Romário, Alfredo Sampaio e Lopes) conseguiram.
E se a rodagem de Tita como técnico não é das mais famosas, a seu favor conta a identificação como jogador cruzmaltino. Afinal, entre os momentos memoráveis vestindo a camisa do Vasco, Tita deve lembrar-se do gol do título no Carioca de 1987 sobre o arqui-rival Flamengo quando recebeu um passe primoroso de ninguém menos que Roberto Dinamite, atual presidente do clube.
Apenas um ponto acima da zona de rebaixamento, Tita já terá a difícil tarefa de enfrentar o Vitória, quinto colocado, domingo, em Salvador. Este será somente o primeiro desafio do novo almirante vascaíno em busca de mares menos conturbados!

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Enviado em: 04/08/2008 - 15:51
Por mares nunca dantes navegados...

Jorge Lourenço

A chegada da nova diretoria cruzmaltina foi comemorada como um título. Eu estava na Sede do Calabouço quando a chapa de Roberto Dinamite derrotou a situação, e deixei impresso no Jornal dos Sports o que achei daquele evento. "Não foi um pleito, foi uma festa!". Verdade seja dita, quem compareceu às eleições sabe do que estou falando. Agora que a poeira baixou, estamos navegando perigosamente próximos da zona de rebaixamento, flertando com os mares ainda desconhecidos da Série B.

E o tempo, algoz cruel do despreparo, vai se apertando enquanto a nova diretoria segue sem apontar sequer um reforço para a segunda metade do Campeonato Brasileiro. E a crise está por todos os lados, é impossível não enxergar. Está dentro do time, como nas brigas internas entre Morais, Leandro Bomfim e Edmundo; está na comissão técnica, com as últimas demissões e a corda bamba na qual vive Antônio Lopes; está nas divisões de base que, sem comando, testemunha seus principais frutos serem assediados e levados para outros clubes e, fundamentalmente, está no gabinete da presidência.

Desmerecer a boa vontade e os esforços de Roberto Dinamite e seus companheiros de diretoria seria uma covardia sem tamanho, mas é inegável que os novos dirigentes estão completamente perdidos em São Januário. Há alguns dias, um dos grandes nomes da atual gestão afirmou algo que todos desconfiavam, mas ninguém ousava falar.

"A antiga diretoria sabia de onde tirar recursos, nós não"

Não é fácil administrar um clube. Aliás, é bem difícil, e totalmente diferente de bolar uma campanha eleitoral charmosa e capaz de convencer o eleitorado cruzmaltino a colocá-lo no cargo de presidente. Confio totalmente na boa-fé de Roberto Dinamite, mas será que não falta um pouco de pulso e experiência para guiar nossa caravela nestes mares agitados? O tempo continua passando, e poucas mudanças significativas aconteceram. É melhor correr, antes que seja tarde demais e tenhamos que trilhar o mesmo caminho que Fluminense e Botafogo...

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